
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
L'été, de Albert Camus

Há na potente escrita de Camus a presença sensível da luz e da cor, do odor de tudo quanto é humano, de tudo o que é a Natureza. Sente-se, trágico, o deserto a entranhar-se na alma e com ele o absoluto e o nada infinitos e por isso um mesmo ser.
Obstinados, o mar e as pedras prosseguem ali o seu diálogo de milénios, indiferentes ao irrequietismo pobre dos miseráveis humanos.
Voltando a este seu escrito de juventude, o autor de O Estrangeiro escreverá em 1953: Oran já não precisa de escritores; aguarda a chegada de turistas.